3 dicas para reduzir o índice de glosas de sua instituição de saúde!

Glosas: Cenário atual

No ano de 2018, a FEHOESP (Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo) realizou uma pesquisa com 36 empresas associadas, onde 97% das empresas entrevistadas sofrem com glosas, sendo 90% relacionadas a operadora de planos privados de saúde e 10% pelo SUS. O valor médio de glosas no ano de 2016 por empresas resultou em um montante de R$ 348.600,00 e em 2017 R$ 797.600,00.
Estes números não se limitam somente ao estado de São Paulo, mas sim a uma realidade cotidiana no cenário nacional. Conforme dados coletados da 11ª edição do Observatório ANAHP (Associação dos Hospitais Privados) o índice de glosa vem crescendo progressivamente desde o ano de 2015.
Podemos observar no infográfico abaixo a evolução do índice de glosas nos hospitais da Anahp encerrando o ano de 2018 em 4,19% da receita líquida. Diante do exposto, fica mais do que claro que quando o assunto é glosas já é motivo de dor de cabeça para todo gestor financeiro ou faturamento hospitalar.

O que são Glosas Médicas?

Glosas médicas em síntese-se, são valores não pagos por parte das operadoras de planos de saúde às instituições de saúde referente a cobrança de procedimentos, materiais, medicamentos ou taxas.
Existem 3 tipos de glosas que devem ser consideradas no momento da análise do demonstrativo de pagamento emitido pela operadora:
Glosas administrativas: são aquelas que ocorrem decorrente de alguns erros de operação, ou seja, por falta de alguma assinatura na guia, erro de digitação, falha de comunicação entre o prestador de serviço e a operadora de saúde e demais motivos semelhantes.
Glosas técnicas: são os valores não pagos pela operadora por motivos por motivos técnicos, normalmente estas cobranças são analisadas por um auditor que pode revelar alguns equívocos no preenchimento das informações da conta enviada pela instituição de saúde.
Gloss lineares: são as não justificadas pelas operadoras, com critérios internos de cada operadora, que em algumas circunstâncias não são informadas para à unidade de saúde imediatamente.Exige um controle rígido pela unidade para que possa ser recursada e principalmente mitigada pela área responsável.

Como evitar as glosas? Confira três dicas importantes


Software de Gestão de Saúde

À informatização de processos na área da saúde, deixou à muito tempo de ser um diferencial competitivo para tornar-se uma necessidade básica. Muito além de armazenamento de dados, à informatização passou a proporcionar às instituições uma essencial fonte de dados e informações moldadas para a tomada de decisões, e dispô-las de modo preciso e na hora certa, apoiando cada tomada de decisão, tornou-se estratégico para os gestores, do operacional, tático ao estratégico. Gerenciar os recursos e direcioná-los da melhor maneira possível, no contexto complexo e delicado da saúde, evidencia e consolida à necessidade de softwares.

Isso fica ainda mais evidente, quando observa-se por exemplo, os ganhos obtidos através de prontuários eletrônicos integrados às áreas de suprimentos e faturamento, pois à grande maioria das glosas ocorre por equívocos relacionadas à registros de prontuário, como por exemplo às prescrições médicas. Além disso, softwares mais completos de gestão em saúde, vão além, e passam à fornecer aos gestores relatórios e controles precisos sobre faturamento, percentuais de glosas, origens de glosas, incidências e sazonalidades , estatísticas de informação e recuperação e muito mais.
Em síntese, softwares de gestão em saúde são a melhor ferramenta para o apoio em qualquer área, e isso não é diferente quando o tema é glosas médicas. Pesquise, se informe, peça indicação de bons software de gestão, existem inúmeros no mercado, com excelentes custo-benefício.

Processos, Gestão e Controles

O clássico PDCA (planejar, dirigir, controlar e agir), BPM (business process management) e outras metodologias de gestão de processos e de qualidade não saem de evidência, isso porque, não importa se sua instituição utiliza o software de gestão em saúde mais caro do mercado, para se ter sucesso na execução, gestão e controle em qualquer área é preciso também processos bem definidos, pessoas engajadas à executá-los e gestores capacitadas para gerenciá-los.

Nas áreas de faturamento e gestão de glosas por exemplo, é preciso se ter mapeado, definido e documentado todo ciclo da conta, da origem das informações que constituem as contas, à auditoria e faturamento destas considerando todas as regras e contratualizações, até o retorno das operadoras estabelecendo inclusive planos de ação e conduta para determinados eventos previstos e não previstos.
À nível tático e estratégico, é preciso mensurar e monitorar continuamente os índices de glosas, mas essencialmente suas origens, para que de modo integrado com outras áreas, possa-se alinhar e ajustar na raiz dos problemas, normalmente os lançamentos.
Revise seus processos, analise-os, melhore, documente, defina indicadores e KPI’s de controle, e planeje ações para os mais diversos eventos, estabelecendo diretrizes e soluções para cada um.
Esteja sempre um passo à frente!


Capacitação e educação continuada

Vivemos à era da informação e do conhecimento, e neste cenário, quanto mais você e sua equipe conhecem de suas áreas, processos, e tudo aquilo que impacta em suas rotinas, mais eficientes e eficazes todos se tornam, e mais rápido obtém-se os resultados almejados. É de conhecimento amplo e de abordagem comum entre grandes autores da administração moderna, que o maior valor de uma empresa é seu capital intelectual, por isso, capacitar colaboradores e gestores deve ser sempre uma premissa na gestão estratégica.

À falta de capacitação representa à curto, médio e longo prazo custos que poderiam ter sido evitados, além é claro de fatores intangíveis, como os impactos na cultura e clima organizacionais. É preciso estabelecer projetos de capacitação e educação continuada para que todas as equipes mantenham-se sempre atualizadas, e saibam não apenas executar rotinas e processos, mas saibam resolver problemas adversos e principalmente, visualizarem soluções e melhorias para aquilo que já executam.

Invista em você, invista e sua(s) equipe(s)! Assessorias e capacitações como as proporcionadas pela Diretriz e Soluções, seja presencial ou de modo online, tem transformado diversas instituições de saúde.

Fontes:
https://www.anahp.com.br/noticias/noticias-do-mercado/indice-de-glosas-cresceu-em-2017-diz-anahp/
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Quem é Flávio Coimbra?

Mestrando em Tecnologia, Gestão e Saúde Ocular
Sócio Diretor da Diretriz e Soluções, realiza treinamento e assessoria em faturamento SUS, TABWIN, faturamento saúde suplementar (convênios) e particular. Atendemos instituição pública, filantrópica ou privada; Clínica, hospital ou secretaria municipal de saúde.

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